Resenha: O monge e o Executivo – James C. Hunter
Olá, pessoal! Ler O Monge e o Executivo, de James C. Hunter, foi para mim muito mais do que buscar conhecimento técnico ou cumprir uma leitura acadêmica. Foi, na verdade, um daqueles encontros inesperados que nos marcam profundamente. Desde a primeira página, percebi que estava diante de algo maior — algo que me desafiava não apenas como profissional, mas como ser humano.
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Essa leitura chegou até mim no último período da faculdade de Gestão de Recursos Humanos, em um momento em que eu me sentia especialmente confusa sobre o que viria depois. Eu me questionava sobre meu propósito, minha carreira e, mais ainda, sobre o tipo de pessoa e líder que eu queria me tornar. Quando me deparei com a história de John Daily, o protagonista do livro, senti como se estivesse olhando para um espelho — um reflexo das minhas próprias dúvidas, angústias e buscas por equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
John, assim como eu, enfrentava uma crise. Mesmo sendo um executivo aparentemente bem-sucedido, ele carregava um vazio. E é tentando preencher esse vazio que ele aceita participar de um retiro espiritual em um mosteiro beneditino, onde conhece Leonard Hoffman — um ex-executivo que, após transformar sua vida, passou a se chamar Simeão. Foi nesse ambiente de silêncio, escuta e reflexão que John começou a redescobrir o significado de liderar — e eu também.
Uma narrativa que me ensinou a enxergar a liderança com mais humanidade
O formato da narrativa, que mistura fábula e ensinamentos práticos, fez com que eu absorvesse o conteúdo de forma leve, porém impactante. A leitura fluiu com naturalidade, mesmo quando os temas exigiam uma reflexão mais profunda — como ética, empatia, responsabilidade e humildade. Em muitos momentos, senti que não era só John quem estava aprendendo: eu também estava sendo ensinada, provocada, desafiada.
O que mais me marcou foi como o livro rompe com aquele modelo tradicional de liderança baseado no controle e na hierarquia. Hunter nos apresenta a liderança servidora — uma proposta que, a princípio, me soou quase utópica, mas que fez todo o sentido ao longo da leitura. Servir, no contexto da liderança, não significa se submeter, mas sim se colocar a serviço do outro com respeito, empatia e compromisso.
As lições que mais me tocaram

Algumas das lições que encontrei nesse livro ecoaram dentro de mim por muito tempo depois da leitura. Voltei a elas em conversas, decisões e até nos momentos de crise. Aqui estão as que mais me impactaram:
1. Liderar é servir
Essa foi, sem dúvidas, a ideia que mais mexeu comigo. Sempre ouvi que o líder é aquele que manda, decide e comanda. Mas o livro me mostrou outra perspectiva: a de que o verdadeiro líder é aquele que serve. Servir, nesse contexto, é cuidar da equipe, criar um ambiente onde todos possam crescer, se desenvolver, errar e tentar de novo. Passei a olhar para o meu papel de forma diferente, com mais responsabilidade emocional.
2. Autoridade se conquista com o exemplo
Eu sempre tive dificuldade em entender como impor respeito sem ser autoritária. E foi aqui que entendi a diferença entre autoridade e autoritarismo. A autoridade verdadeira é construída com base em ações coerentes, respeito mútuo e confiança. Simeão me fez perceber que o medo nunca foi uma base sólida para uma liderança duradoura.
3. Liderança é influência, e não cargo
Essa frase — “Liderança é influência, nada mais, nada menos” — ficou marcada na minha mente. Eu me dei conta de que já influenciei pessoas mesmo sem ocupar um cargo de chefia. E também percebi que há chefes que, mesmo com o título, não influenciam positivamente ninguém. Liderar é, acima de tudo, inspirar — e isso me fez repensar completamente minha atuação no trabalho e até na vida pessoal.
4. Escutar com empatia é uma das maiores virtudes de um líder
Quantas vezes eu já me senti ignorada por alguém que dizia me liderar? Quantas vezes fui aquela que também não ouvi como deveria? Hunter me lembrou da importância da escuta ativa. Escutar de verdade — com presença, com atenção — é uma prova de respeito. E isso se aplica a qualquer relação, profissional ou pessoal. Hoje tento ser mais atenta, mais disponível, mais humana nas minhas escutas.
5. Relacionamentos são a base de tudo
Um dos maiores aprendizados foi entender que liderar não é sobre números, metas ou produtividade — é sobre gente. São as pessoas que movem tudo. Um ambiente sem respeito, sem afeto e sem confiança adoece qualquer equipe. O livro me mostrou que cultivar relacionamentos saudáveis é tão importante quanto qualquer resultado final.
6. A coragem de decidir e se responsabilizar
Outra virada de chave pra mim foi perceber que um bom líder precisa ter coragem para tomar decisões difíceis — e mais ainda: assumir as consequências delas. Quantas vezes eu hesitei, por medo de errar ou por receio de desagradar? O livro me ensinou que a responsabilidade não pode ser delegada, e que o líder de verdade é aquele que se posiciona mesmo quando isso significa contrariar expectativas.
7. Liderança é um processo, não um título fixo
Antes de ler o livro, eu achava que liderança era algo que a gente alcançava, um ponto final. Hoje entendo que é uma construção. Um processo diário de autoconhecimento, humildade, tentativa e erro. Eu não preciso ser perfeita, mas preciso estar disposta a melhorar. Esse pensamento me trouxe paz, e ao mesmo tempo, uma vontade genuína de evoluir constantemente.
8. Sem ética, não há liderança
Essa é uma das verdades mais duras e mais libertadoras que o livro traz. Sem valores sólidos, sem integridade, sem coerência, qualquer tipo de liderança é frágil. Pode até durar por um tempo, mas vai desmoronar. A ética precisa ser o alicerce — e não uma opção. E desde que entendi isso, passei a ser mais rigorosa comigo mesma e com aquilo que espero dos líderes à minha volta.
Uma leitura que mudou minha forma de ver o mundo

Após reler O Monge e o Executivo em um momento recente da minha vida, posso afirmar: esse livro me transformou. Ele não traz fórmulas mágicas, nem soluções imediatas. Ao contrário, ele faz perguntas difíceis e nos obriga a encarar aquilo que evitamos. E é exatamente por isso que ele é tão valioso.
Ele me ajudou a desconstruir ideias ultrapassadas, a repensar atitudes e a enxergar a liderança como um compromisso humano, antes de ser profissional. Sinto que saí da leitura mais consciente de quem sou, mais conectada com meus valores e com uma visão muito mais compassiva sobre os outros.
Mas nem tudo são flores…
Como toda obra, o livro também tem seus limites. Confesso que, em alguns momentos, a abordagem religiosa me afastou um pouco. Embora eu entenda a proposta espiritual do ambiente do mosteiro, senti que poderia haver mais espaço para outras visões. Além disso, em ambientes corporativos muito rígidos e tóxicos, as ideias do livro podem parecer distantes da realidade — quase como um ideal bonito, mas impraticável.
Ainda assim, não acho que isso tire o mérito da obra. Pelo contrário: essas reflexões me ajudaram a questionar justamente por que alguns ambientes se tornaram tão inóspitos à humanidade.
Conclusão: liderar é cuidar, é sentir, é servir
James C. Hunter me deu um presente com esse livro. Um presente em forma de páginas, diálogos e aprendizados que levo comigo em cada novo desafio. O Monge e o Executivo me mostrou que liderar não é sobre ter todas as respostas, mas sobre fazer as perguntas certas. É sobre olhar para o outro, oferecer apoio, assumir responsabilidades e, acima de tudo, servir com amor.
Hoje, quando penso no tipo de profissional que quero ser, lembro do que aprendi com Simeão: que liderar é um ato de amor. E que, no fim das contas, a liderança que realmente transforma é aquela que começa dentro da gente.
Espero que esta resenha sobre O Monge e o Executivo tenha sido útil para vocês! Se você já leu o livro, ou se ficou curioso para conhecer mais sobre este livro, deixe um comentário aqui embaixo. Vamos conversar mais sobre o assunto. E claro, se você gostou deste artigo, compartilhe nas suas redes sociais e ajude outras pessoas a descobrir este livro maravilhoso.
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Nos vemos na próxima leitura! Boa leitura pessoal!
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